Dizem uns “entendidos” que das 300 mil empresas relevantes no nosso País, só 30 mil são exportadoras. E que se limitariam a estas os efeitos positivos da baixa da TSU. Pelo que a baixa da TSU seria uma acção pouco cirúrgica.
Errado.
Também as empresas não exportadoras concorrem com bens e serviços produzidos externamente. E fazem-no no mercado português, entre portas.
É inadmissível não se entender que estas empresas, também, precisam de condições concorrenciais para disputar o mercado nacional. Um euro que não se importa, é igual a um euro que se exporta. Completamente igual, nos efeitos e nas consequências (emprego, défice e dívida).
Por outro lado, os custos sociais dos empregadores limitam o emprego. E precisamos de criar condições para que empregar não continue a ser uma prisão para os empresários.
Mas a baixa da TSU, até para as empresas e para os consumidores dos bens e serviços não transaccionáveis, será positiva. Pois permitirá que os portugueses (a ganhar menos e a pagar mais impostos) se possam manter à "tona de água", a consumir nacional e um pouco mais barato. Também para estas empresas é importante reduzir custos de produção.
Um rol de razões, para além dos benefícios na exportação...
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