Uma solução (sim solução) para grande parte dos problemas actuais nos países desenvolvidos. Como temos defendido por aqui (ler).
Sugestões de leitura
(1) O pós-troika | (2) Erros da Governação | (3) Medidas Alternativas
(4) Correção das Políticas de Trabalho | (5) BPN-Roubo de Igreja
(4) Correção das Políticas de Trabalho | (5) BPN-Roubo de Igreja
maio 14, 2013
maio 13, 2013
Seguro e o PS
Não precisamos de um PS e de um Tó Zero Seguro a zurzir em tudo o que faz o Governo, ao tentar retirar o País do lodaçal em que o PS e Sócrates o lançou.
Queremos, isso sim, alternativas e propostas para levantar o País. Daí que, em vez de dizer que discorda da taxa sobre os reformados, diga, em concreto que a irá eliminar no dia seguinte à sua tomada de posse, quando e se, for primeiro ministro. Assim, saberemos com que mentirosos contamos (ou não contamos).
Queremos, isso sim, alternativas e propostas para levantar o País. Daí que, em vez de dizer que discorda da taxa sobre os reformados, diga, em concreto que a irá eliminar no dia seguinte à sua tomada de posse, quando e se, for primeiro ministro. Assim, saberemos com que mentirosos contamos (ou não contamos).
Isto porque, ser contra, não concordar e/ou não querer ou não gostar, é fácil. Encontrar a alternativa, é que mais complicado. E, para primeiro ministro, precisamos mesmo é de quem apresente e implemente alternativas válidas...
Se discorda, diga desde já que vai revogar as medidas assim que chegar ao poder. Claro que terá de esclarecer - em simultâneo - a situação com os nossos credores. Porque isto de dizer à Troika que garante os objectivos mas, ao mesmo tempo, que anula todas as medidas para os atingir, tem que se lhe diga...
Se discorda, diga desde já que vai revogar as medidas assim que chegar ao poder. Claro que terá de esclarecer - em simultâneo - a situação com os nossos credores. Porque isto de dizer à Troika que garante os objectivos mas, ao mesmo tempo, que anula todas as medidas para os atingir, tem que se lhe diga...
maio 09, 2013
Desemprego - mais e mais desemprego
Os números continuam a subir. E não têm como começar a descer face às actuais políticas de trabalho.
Vamos a caminho dos 20% de desemprego. E a consequência imediata, mais grave (para além dos custos sociais que acarreta) é a saída do País de dezenas de milhar de jovens por ano. Desta forma, o País perde a componente mais bem formada da sua força de trabalho, os contribuintes do futuro e a renovação populacional que estes mesmos deixarão de assegurar. Ou seja, sai o nosso futuro porta fora.
Precisamos de empregar rapidamente três quartos dos desempregados.
E nenhum crescimento económico (seja ele qual for) nos vai garantir isso. Até porque as medidas avulsas de crescimento, nesta área (desemprego) nem vão compensar os efeitos das outras medidas absurdas de aumento da idade de reforma, aumento das horas de trabalho, redução de feriados e férias.
Assim sendo, só há uma solução imediata:
Abertura a todos os empregadores (incluindo o Estado) para, unilateralmente, poderem reduzir o tempo de trabalho até 20% com o correspondente corte remuneratório. A possibilidade deste corte seria menor, até zero, nas remunerações próximas ou iguais ao salário mínimo. Defendendo quem menos ganha.
Este processo será facultativo (a decidir pela entidade empregadora) e é reversível a qualquer momento, se e quando ultrapassada a fase mais difícil.
E pode ser aplicado a uns funcionários e não a outros, por decisão livre do empregador.
Haverá benefícios (cortes na TSU a pagar, pelo funcionário e pela empresa) para quem aderir a este processo. Assim, ajustam-se as empresas que têm pessoal a mais (evitando falências e despedimentos), e criam-se novos empregos nas empresas e entidades que têm o pessoal necessário ou que estão a crescer. Sobre esta matéria, ler pormenorizadamente, aqui.
Esta solução não é nada complicada de entender e é consequência da evolução e dos tempos. A Humanidade sempre procurou trabalhar menos garantindo a mesma produção. A roda, a máquina a vapor, o computador, a energia, foram invenções e processos que pareciam conduzir aquele objectivo.
Mas não. Em vez de manter todos no processo produtivo (cada um a trabalhar menos) prefere-se sobrecarregar alguns e despedir os outros. Com a certeza de que a sobrecarga sobre os primeiros apenas servirá para suportar os custos sociais com os segundos.
Porque se continua a insistir neste erro? Só se for por isto: ler aqui.
Porque se continua a insistir neste erro? Só se for por isto: ler aqui.
maio 08, 2013
O financiamento internacional
Ter acesso a financiamento externo é coisa boa mas, como já aqui
referi, não resolve coisa nenhuma. Quanto muito, adia.
O BCE dispõe aos bancos, bateladas de euros a pouco mais de zero por
cento.
Os bancos alemães têm dinheiro a rodos (são o refúgio das
poupanças dos países periféricos) pagando por ele ... zero por cento.
O Estado alemão financia-se a taxas negativas.
O Estado Português não dispõe - à sua população - títulos de
acesso fácil para aí localizarem as suas poupanças (remunerando-as às taxas a
que se endivida junto aos "investidores internacionais"). Porquê?
As poupanças individuais nacionais acabam nos bancos alemães
(quando não no colchão) a zero por cento. Depois, esse dinheiro volta para
Portugal a 5,6% pelas mãos dos “investidores internacionais” ou a um pouco
menos, mas com Memorandos acoplados...
maio 03, 2013
O erro da coisa
O desemprego vai chegar aos 18,5% em 2014.
Bem, se prevêem 18,5%, vai superar os 20% de certeza.
Afinal, todas as políticas implementadas apontam para isso.
E os números em Espanha são uma amostra do que é possível.
Não consigo aceitar que não se coloque em cima da mesa, uma
alternativa a este processo que é – socialmente – demasiado negativo.
Temos quase 20% de desemprego, ou seja, 1 português em cada
5, sem emprego. É verdade que o crescimento traria empregos. Mas muitos falam
de crescimento da boca para fora. Ora, o crescimento exige investimento e este
precisa de dinheiro. Que não há. O investimento necessita de expectativas positivas
de quem investe. Que não existem.
Quem fala de crescimento fala de ilusões. Não haverá crescimento
algum nos próximos (alguns) anos.
Isso coloca os 20% de portugueses desempregados em problemas.
Problemas que crescem se a idade de reforma sobe.
E se quem trabalha, passa a trabalhar ainda mais.
Vinte por cento é muita gente. Muito indignado. Que precisam
de apoio social. Que se não vier coloca os indignados na rua. No crime ou em
manifestações frente à Assembleia.
Daí ter que haver apoio social. Que custará dinheiro, que
terá de vir do trabalho de outros. Daqueles que, ao trabalhar mais horas, vão
colocar no desemprego os primeiros.
Mas, pior que isso é assistir à separação de famílias e à
saída dos jovens, que emigram à procura de trabalho.
Como recuperará o País o investimento feito na sua formação?
Quem terá filhos em Portugal no curto prazo?
Como se renovarão as gerações?
Quem contribuirá para o sistema social no futuro?
Que sentido terá isto tudo?
Nenhum. A actual política de trabalho é um erro tremendo.
Há menos trabalho disponível. As razões são várias e incluem os ganhos na introdução de novas tecnologias e a deslocalização de fábricas e produção para o exterior. E a expectativa de crescimento para recuperar dessa situação (sem custos maiores que os ganhos) é uma ilusão.
Esta redução do trabalho disponível era previsível e
corresponde a um ideal de sempre da humanidade: viver bem, trabalhando cada vez
menos.
Chegados a este ponto, o procedimento lógico apontaria para
uma redução do tempo de trabalho associado a um emprego. Numa lógica de
partilha numa sociedade que se deveria reequilibrar quando algo (neste caso o emprego
disponível) falha.
O caminho correto seria:
1)Promover reformas mais cedo com os consequentes ajustes
(cortes na pensão).
2)Permitir um corte no tempo de trabalho associado a cada
emprego associado a um corte remuneratório proporcional.
Ler mais, aqui:
O caminho errado? É o que estamos a seguir...
Política de trabalho desastrosa
Aqui está a resposta de Gaspar ao chumbo do Tribunal
Constitucional.
A solução (boa para o País) é a inversa mas, sobre essa alternativa, nem uma palavra.
Ler aqui:
http://notaslivres.blogspot.pt/2012/10/medida-3-divisao-distribuicao-do.html
Reforma mais tardia, mais horas de trabalho e mais descontos
sociais na função pública.
Uma resposta que já não engana. Gaspar não governa para o País. Está a fazer o jeito à Alemanha.
Já escrevemos sobre isto.
Ler aqui:
http://notaslivres.blogspot.pt/2012/04/teoria-da-conspiracao.html
Ler aqui:
http://notaslivres.blogspot.pt/2012/04/teoria-da-conspiracao.html
A Alemanha tem todo o dinheiro. É ali que acabam todas as
disponibilidades financeiras da Europa, nomeadamente dos países periféricos.
Refúgio de capitais, mesmo que a taxa zero.
Logo, tem toda a capacidade de investimento.
As empresas alemãs têm muito crédito a baixo custo. Assim,
têm custos mais baixos e ganham mercado (para os seus produtos). É ali que se
investe, é ali que poderá haver crescimento, é ali que poderá haver (mais)
trabalho. Nomeadamente na parte Leste (de Merkel) do País.
Resta apenas um problema: não têm trabalhadores para esse
crescimento. E não querem trabalhadores orientais (turquia e não só) e
africanos. Já se aperceberam dos efeitos (sociais) negativos dessa imigração.
Restam, os países do Sul da Europa. Muito mais adaptáveis cultural e socialmente à Alemanha.
Vai daí, é simples: coloca-se uns gaspares no sítio certo, lançam-se
políticas desastrosas, incrementa-se o desemprego e fazem-se uns roadtours a
angariar jovens, já com a formação feita (e integralmente paga) para irem
trabalhar para a Alemanha. Ao mesmo tempo que o primeiro ministro vai dizendo
que emigrar é coisa boa e positiva.
Entretanto, sai a nossa juventude (não tem emprego cá) já formada - com investimento público que agora enforma a nossa dívida - e com ela,
o futuro do País.
Esta política é desastrosa.
E a alternativa que se vai desenhando (pelo PS e outra
esquerda), também...
A solução (boa para o País) é a inversa mas, sobre essa alternativa, nem uma palavra.
Ler aqui:
http://notaslivres.blogspot.pt/2012/10/medida-3-divisao-distribuicao-do.html
abril 28, 2013
Seguro garante 12,5 mil milhões
Como um qualquer candidato a presidente do Sporting.
Depois, sabem bem os sportinguistas, tudo acaba por se pagar...
É a volta da cigarra. Só que, desta vez, a formiga nada tem amealhado para que a nova cigarra possa distribuir. Não teve tempo para recuperar da cigarra anterior...
É a volta da cigarra. Só que, desta vez, a formiga nada tem amealhado para que a nova cigarra possa distribuir. Não teve tempo para recuperar da cigarra anterior...
abril 27, 2013
I - Crise? Qual crise?
O que se está a passar em Portugal (e na Grécia e em Chipre,
etc) é coisa de simples entendimento.
A origem do problema é a mesma apesar das situações que
desencadearam a crise possa ser diferente: são países que deixaram de produzir
o suficiente para o que gastam, o que tem como consequência directa uma quebra
no nível de vida das respectivas populações. Mas a relação causa-consequência é
proporcional? Não. E aqui reside a insuficiência dos remédios disponíveis.
Se gastamos mais 20% do que recebemos, bastaria fazer um
ajuste de 20% nos nossos gastos. Aí, as coisas se ajustariam. Verdade? Falso.
Não basta. Há uma parte da população e da economia (incluindo, fiscalmente, o
Estado) que depende desses gastos. Se os referidos se reduzem, numa acção normal
de contenção, as consequências para essa outra parte da população, Economia e
Estado são significativas, obrigando a outras e mais ajustes, cortes e compensações sociais.
Mas não é só isso. Os mercados financeiros já não acreditam
em nós. Não financiam o défice e, bem pior, já não nos refinanciam a dívida. O
que significa que não só temos que passar a viver com o que produzimos (sem
empréstimos), como temos que pagar o que devemos, quase de uma só vez. É por
isto que precisamos da - e que pedimos ajuda à - troika. Para sobrevivermos (sem falhar
os compromissos da dívida) enquanto ajustamos.
Vamos fazer um paralelismo para que se entenda melhor:
Uma família tem uma dívida com um banco, contratada para a aquisição da sua habitação. A
mensalidade respectiva é paga todos os meses. Mas a família tem outros gastos
que, todos somados, excedem os ganhos (2 ordenados). Esse valor, em excesso,
acumula-se, todos os meses em 4 contas (cartões de crédito detidos pelos 2
trabalhadores).
Até que,
chega o dia em que os plafonds de crédito chegam ao máximo. Aí, não há outra
forma como resolver a questão: não havendo mais dinheiro – emprestado - a
entrar, a família tem que ajustar o seu nível de vida, não gastando o excesso
mensal a que estava habituada.
Mas isso
será suficiente?
Não. Pois é
preciso também, pagar os juros e a amortização das dívidas acumuladas no cartão
de crédito.
E se a isso
se juntar o facto das receitas terem diminuído e das despesas terem aumentado
temos o caldo entornado...
Para que o paralelismo ficasse
completo (acontece com os Países, ainda não com as famílias), haveria que
acrescentar duas coisas: a situação financeira familiar negativa elevaria os
juros cobrados nos créditos; o crédito habitação teria que ser pago em 3 anos e não
em 30 anos; e o ajuste familiar necessário teria que ser feito em 6 meses, não
dando tempo a que a família se pudesse preparar convenientemente.
Portugal (e os outros países em problemas – são mais do que
possam hoje ainda, parecer) são em muito semelhantes a esta família Mas não
têm a protecção da mesma nos aspectos finais indicados:
Com o País em insolvência, a dívida não fica estável, a
longo prazo e com juros indexados. Não. A dívida é renovada em períodos
relativamente curtos com ajustamentos em alta nos juros cobrados (o risco
cresce).
Assim, chegamos aos dias de hoje. Crise? Qual crise? Não
estamos em crise mas em ajuste em baixa. Não estamos a passar por um momento
difícil do qual recuperaremos para voltar aos “bons dias” de há poucos anos, quando
vivíamos de dinheiro emprestado. Não. Estamos a cair para um ponto de
equilíbrio (bem abaixo) onde poderemos consolidar e equilibrar. Crescer?
Talvez, mas nunca para voltar aos níveis (de ilusão) atingidos nos últimos 20
anos...
O ajuste necessário é
complicado de realizar em democracia. As populações votam em quem promete
melhorar o seu nível de vida e derrota quem se “atreve” a procurar soluções (difíceis) que não piorem as coisas no imediato. O ajuste, para não ter impactos (sociais) graves,
necessita de tempo. Que os mercados externos financiadores não admitem.
Nesse processo de ajuste é importante assegurar que a
economia se mantém produtiva e que o futuro não se hipoteca com a juventude
desempregada e em saída para o exterior (emigrando).
O problema de base é a fala de crescimento. Ora isso resolve-se
crescendo. Pois. Isso dizem todos. Mas, fazer? Como? Com medidas avulsas,
lançando dinheiro público e “quase” público (da CGD) para a economia? Não dá.
Acreditem. Não resolve nada.
Crescimentos de décimas sobre endividamento de dois dígitos
não são realistas. E imprimir dinheiro também não. Então como fazer? (continua)
abril 24, 2013
Vagas para quadros docentes
O que é difícil de entender?
Os sindicatos referem que a redução demográfica é inferior à queda da necessidade de docentes agora apurada. A resposta a esta alegação é simples: nos últimos anos foi um deixar andar, mantendo no sistema os professores mesmo quando se tornaram desnecessários (horários zero). Agora, com o Memorando, foi preciso ajustar tudo - de uma vez - o que se torna bem mais doloroso. Pois junta, de uma só vez, todos os docentes que se tornam desnecessários neste ano, com todos os outros mantidos artificialmente, antes, no sistema.
Nos últimos dias, a imprensa vem publicando dúvidas sobre os
números de vagas docentes colocadas a concurso. A questão é simples mas as
posições extremadas (sindicatos e ministério) impedem uma explicação que
elucide a população.
Uma vaga no quadro é (até ver) um lugar assegurado a um professor até à reforma.
Destina-se a cobrir uma necessidade permanente
do sistema educativo.
Os sindicatos pretendem considerar como uma necessidade
permanente aquela que é calculada a partir das necessidades actuais quando as
mesmas existiam nos anos mais recentes. Estas não são – mesmo – necessidades permanentes.
São necessidades presentes e passadas.
O Ministério da Educação segue a via correta e calcula as
vagas para o quadro com base nas necessidades estimadas para os próximos 20, 30 ou 40 anos,
ou seja o período para o qual está a contratar esse docente colocando-o no quadro. Estas são –
realmente – as necessidades permanentes.
Há outro concurso, destinado à contratação, destinado às
necessidades do ano (pontuais), que não são satisfeitas com o contingente docente
colocado no quadro.
Uma vaga de quadro negativa é simplesmente uma necessidade
que até pode existir hoje mas que se prevê não existir dentro de alguns anos,
dentro do período de contratação inerente a um lugar de quadro.
Se uma Escola se apura como desnecessária dentro de 5 ou 10
anos, todos os seus lugares de quadro são dados como vagas negativas, criando
prioridades aos seus detentores nos concursos para outros lugares do quadro (positivos)
que se possam determinar. Por exemplo, na Escola (próxima) que receberá os
alunos da Escola a extinguir.
Os sindicatos referem que a redução demográfica é inferior à queda da necessidade de docentes agora apurada. A resposta a esta alegação é simples: nos últimos anos foi um deixar andar, mantendo no sistema os professores mesmo quando se tornaram desnecessários (horários zero). Agora, com o Memorando, foi preciso ajustar tudo - de uma vez - o que se torna bem mais doloroso. Pois junta, de uma só vez, todos os docentes que se tornam desnecessários neste ano, com todos os outros mantidos artificialmente, antes, no sistema.
A verdade é que queda demográfica é - muito - significativa. E pior
ficará dentro de poucos anos face à necessidade que têm sentido dezenas de
milhar de jovens em abandonar o país para poderem trabalhar. Sem esses jovens,
não haverá famílias e descendência. Sem isso não haverá alunos e lugares para
professores.
Ou se inverte isto ou ...
abril 20, 2013
Nem f.... nem saiem de cima
Decididamente, Passos e Gaspar passaram a ser parte do
problema.
Neste momento estão presos ao lugar por sua iniciativa ou,
melhor, teimosia.
Cavaco quer actuar mas a única abertura que tem é a
dissolução do Parlamento. Não serve pois colocaria no poder um PS sem maioria
absoluta. Um PS que diz que está preparado mas, claramente não quer ir agora.
Afinal, comprometeu-se com a troika e não quer ser ele a tomar as medidas
difícieis que ainda estão para vir.
Ora, estas políticas não servem. Já se viu isso.
É preciso ir por outro lado e isso não será possível com
Passos e Gaspar, com Seguro e o PS e muito menos com a esquerda (BE e CDU). Aí
nem há solução. Apenas perda e anarquia.
Eleições agora, levam o País para o lado errado. Resta
apenas a solução presidencial. Para isso Passos e Gaspar terão que sair por sua decisão.
Acreditamos que isso apenas será possível por inicativa
interna do PSD. Afinal, não só tudo o que se vai fazendo (no actual governo)
não leva a lugar nenhum como penalizará, por muitos anos, o PSD. Levado por
Passos e Gaspar a seguir caminhos difíceis e penalizantes. Com políticas que
não são do seu código genético (que até tem sido mais socialista do que seria
devido) nem – de forma alguma – liberais, como se aventava na mudança pós-
Sócrates.
Auqela penalização partidária até seria aceitável e
comprensível (para os sociais democratas) se à perda partidária correspondesse
um ganho do País. Ora, não é isso que está a acontecer.
Ora, se não f..., saiam de cima.
abril 18, 2013
Responsáveis e ineficientes
Há dez/quinze anos, o Mundo mudou. Com a consolidação da
globalização, a produção deslocou-se definitivamente para onde se sentia
melhor. Onde encontrou matérias primas, mão de obra, facilitação legal (justiça rápida) e acesso fácil aos consumidores.
A produção tem vindo a transitar gradual e inexoravelmente,
dos países desenvolvidos para os países emergentes. Principalmente para a Ásia,
com preponderância da China.
É por esta razão simples que não nos venham falar de
crescimento económico nos países desenvolvidos porque isso não é mais do que
“banha da cobra”. Mas não é apenas devido aquela razão.
Desde o início do século que os países desenvolvidos
começaram a aceder a bens e serviços muito baratos vindos da Ásia. O consumo
subiu, a ilusão cresceu. Sem produção primária e cada vez com menos indústria,
o imobiliário passou a ser rei. O dinheiro estava barato, todos pediram
emprestado.
Os Governo democraticamente eleitos, continuaram a fazer o
que sabem melhor: gastar muito e cada vez mais, para corresponderem aos desejos dos seus eleitores
(passados e futuros).
Com menos trabalho (a queda da produção interna continuava)
gastaram cada vez mais em apoios sociais. E compensavam a queda do emprego a
partir de despesa pública crescente. Com a economia a se retrair, tinham menos receitas fiscais. Assim, a manutenção do status quo originou défice e mais dívida.
Em Portugal, passamos alguns anos a gastar mais 20% do que dispunham (10% do PIB = 20% despesa pública). Através de políticas erradas que nos trouxeram aqui.
Hoje, temos políticas erradas que não nos conseguem tirar daqui.
Uns foram responsáveis pela situação, outros foram
ineficientes em tirarem-nos dela.
Não precisamos novamente dos primeiros. E queremos os segundos
fora. Porque as novas políticas de que necessitamos como de pão para a boca (algumas são de inversão total do que foi tentado
pelos troikanos) exigem novas pessoas.
Mas não será a esquerda que terá condições para inverter
isto. Pois, por exemplo, será necessário pagar a dívida e manter a austeridade
(ou, diria melhor, atingir a sobriedade nos gastos). Será determinante manter a
austeridade boa e eliminar a má (este governos e as políticas internacionais
implementaram soluções que acabaram com a economia).
Precisamos de reconhecer e aceitar a situação. Só assim poderemos evoluir para soluções efectivas. Não vai haver qualquer crescimento. Pelo menos antes de cairmos bastante. Não estamos a passar por uma qualquer crise, de onde se recupera para a situação de origem. Estamos a ajustar em baixa, para um ponto situado bem abaixo daquele que alguma vez teremos pensado poder cair um dia.
Precisamos de reconhecer e aceitar a situação. Só assim poderemos evoluir para soluções efectivas. Não vai haver qualquer crescimento. Pelo menos antes de cairmos bastante. Não estamos a passar por uma qualquer crise, de onde se recupera para a situação de origem. Estamos a ajustar em baixa, para um ponto situado bem abaixo daquele que alguma vez teremos pensado poder cair um dia.
E dividir o trabalho disponível (até que sejamos
capazes de criar condições para que este aumente) assegurando que temos menos
dependentes de subsídios, indignados nas ruas, menos jovens a emigrar (como
vamos sobreviver num futuro próximo sem jovens?), fazendo crescer o número de contribuintes que pagam
impostos e contribuições sociais.
Para aqui chegar temos que mudar. O perigo está justamente
na mudança. Mudar para o António Zero Seguro e para os seus colegas que nos
trouxeram até aqui? Esperemos bem que não. Pois a solução estará no outro lado.
Mas para isso, Passos Coelho terá que "se sentir” e sair pelos seus próprios
pés, abrindo caminho para um Governo de iniciativa presidencial. Pois não só não
pode haver iniciativa presidencial sem a saída do 1º ministro (aí o Presidente teria que dissolver a AR e marcar eleições) como o PS sabe bem que lhe convém que seja o PSD a tomar todas
as medidas complicadas do Memorando. Porque se for para o governo, agora – e Seguro
já assumiu isso – terá de ser o PS a implementa-las, com todo o peso e penalização
eleitoral que isso significa. E isso não está na genética (da cigarra) socialista.
Quem não gosta nada disto são os barões do PSD. Pois será
sobre o PSD que cairá toda a carga negativa das medidas impostas pelos nossos
credores...
Porque são mentirosos?
E nos fazem de burros?
Os secretários de estado, em conferência de imprensa, continuam a falar num impacto de 1,3 mil milhões no défice, a partir da decisão do Tribunal Constitucional. E apontam para compensações nesse valor através de cortes na despesa.
Se a despesa crescerá naquele valor, a verdade é que metade voltará em impostos. Afinal estamos a falar de remunerações de funcionários e pensionistas. De imediato, um quarto voltará ao Estado através de IRS retido e, logo de seguida, outro quarto, através de IVA e IRC, pelo consumo que aqueles valores vão originar (são remunerações que acabam forçosamente em gastos básicos, no reequilíbrio dos orçamentos familiares).
Se a despesa crescerá naquele valor, a verdade é que metade voltará em impostos. Afinal estamos a falar de remunerações de funcionários e pensionistas. De imediato, um quarto voltará ao Estado através de IRS retido e, logo de seguida, outro quarto, através de IVA e IRC, pelo consumo que aqueles valores vão originar (são remunerações que acabam forçosamente em gastos básicos, no reequilíbrio dos orçamentos familiares).
Assim, o impacto na despesa será aquele, mas o impacto no défice será muito inferior.
Se os cortes indicados no funcionamento (não em remunerações) for de 600 milhões (mais uns milhões ou não) estará o problema resolvido. Outros 600 milhões (mais uns milhões ou não) terão outros destinos e outras justificações. Nomeadamente, cobrindo uma parte das "derrapagens", "desvios", "despistes" e "descontrolos" do Ministério das Finanças que, assim, se esbatem através deste artifício e bode expiatório (decisão do Tribunal Constitucional).
abril 17, 2013
António José Seguro
Referiu, de uma forma muito objectiva (e clara, o que é mais usual no seu discurso), que o PS quer pagar a dívida e respeitar os compromissos internacionais. Mas está contra mais austeridade e não aceita cortes no Estado Social.
Ou seja, de uma forma muito clara, disse nada.
Disse o que todos queremos. Mas não disse o que pretende fazer. Qual o caminho a seguir para compatibilizar o que referiu de uma forma muito objectiva...
Repete e repete que a política da troika não serve. Mas é incapaz de apresentar qualquer alternativa que seja algo mais do que vácua... É preciso mudar, definir novos caminhos, mas não diz para onde.
Repete, repete e volta a falar de crescimento económico. Ora, isso é ilusão total.
abril 15, 2013
Portugal: é preciso inflectir
O pecado do Governo de Sócrates foi trazer o País ao estado actual. O pecado do Governo de Passos foi de não ter conseguido encontrar soluções pelo problema criado (por outros). Um foi responsável, o outro, ineficiente. É de direito (perante este Governo) pesar bem a diferença entre ambas as situações e, até, colocar a possibilidade do mal feito ser tão significativo e profundo que o problema ser irresolúvel...
Mas, não queremos acreditar nisso...
Mas, não queremos acreditar nisso...
Neste processo, queimou-se a possibilidade de agir de forma liberal (este governo aplicou apenas medidas socialistas com base num Memorado, também ele feito pelo PS e Sócrates, em que o Estado é o centro de tudo e a dívida a rainha) ou seja, o liberalismo ganhou a (má) fama sem sequer ter tido algum proveito (nem foi experimentado).
E abriram-se outra vez as portas à esquerda... caminho que, à partida, é o oposto do que é necessário. Estamos (o País está) numa encruzilhada, mas, pior que isso, virado cada vez mais, para o lado errado.
Idade de reforma: a persistência no erro
Aumentar a idade de reforma? Uma proposta (é uma não-solução) no sentido contrário. [Ler aqui].
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